Mini Riquexó faz vibrar Pequim
Publicado por admin

Hoje passei pelo Tuning Cafe e vi um artigo super interessante para partilhar com vocês meus visitantes. Hora para quem não conhece o Riquexó, é o meio de transporte utilizado na China para passear os visitantes desta grande afluência por causa das Olimpiadas de Pequim.
Mas o que está a fazer furou pela ruas de Pequim é mesmo o Mini Riquexó que continua um pouco igual aos Riquexó tradicionais. Com tracção humana como o Rui diz, este Riquexó está tornado um autentico mini, com tecto de abrir e tudo!
Onde passa não deixa ninguém indiferente, não conseguimos chegar a preços por viagem, mas penso que será um pouco mais caro do que num Riquexó tradicional.
E lembrado do velho ditado que uma foto vale mais que 1000 palavras eu acabo de escrever 166 e não chega para mostrar a beldade deste Riquexó inovador, bem… o resto as fotos dizem!

Para verem mais fotos deste Mini Riquexó vale a pena passar no blog do Tuning Cafe!

11 August de 2008 as 1:40 am
Vim a saber pelo blogo do próprio atleta que o judoca brasileiro Luciano Corrêa, campeão mundial dos pesos meio-pesados, está a ler, nas horas de descanso na Vila Olímpica, o livro “Sonhos mais que possíveis”, do escritor brasileiro Odir Cunha. Ele diz ler o livro para se motivar para a competição, já que foi sorteado numa chave muito difícil.
Pois eu ganhei recentemente este livro de uma amiga brasileira e posso dizer que suas histórias são realmente de levantar defunto. O autor escolheu casos de superação extraordinários. Um dos que mais gosto é justamente do nosso ídolo português, o maratonista Carlos Lopes, que aos 37 anos venceu a maratona dos Jogos de Los Angeles.
Tomo a liberdade de reproduzir aqui a história de Carlos Lopes como está no livro “Sonhos mais que possíveis”:
Nada podia parar Carlos Lopes
Aos 16 anos, recusado pelo time de futebol de sua aldeia por ser muito franzino, o servente de pedreiro Carlos Lopes aceitou o convite dos amigos para integrar uma equipe de corredores de Vildemoinhos. Estreou em dezembro do mesmo ano, na São Silvestre de Viseu, e foi o segundo colocado. A medalha agradou ao pai, que lhe autorizou a continuar correndo, desde que não abandonasse o trabalho.
Em 1967, aos 20 anos, o rapaz foi convidado a treinar no Sporting, em Lisboa, com a promessa de ter um emprego melhor. Acabou trabalhando como contínuo em um jornal e depois em um banco, mas passou a ser orientado pelo por Mário Moniz Pereira, um dos melhores de Portugal.
Passaram-se nove anos até que Carlos, finalmente, tivesse a sua grande temporada, vencendo o Mundial de Cross-Country e ganhando a medalha de prata nos 10.000 metros dos Jogos de Montreal/1976. Em 1977, porém, sofreu grave contusão: rompeu o tendão de Aquiles e, como já tinha 30 anos, muitos o deram como acabado.
Após cinco anos sem correr, voltou graças a um tratamento com acupuntura, em 1982: aos 35 anos venceu a prova dos 10 mil metros dos Bislett Games, em Oslo, e em seguida ganhou a São Silvestre, em São Paulo.
Em 12 de agosto de 1984, aos 37 anos, Carlos Lopes era o mais velho dos 106 atletas que largaram para a maratona dos Jogos de Los Angeles, sob um calor de 25 graus. Não era um dos favoritos, mas estava determinado. Faltando quatro quilômetros para o final, disparou na frente e manteve o ritmo, adentrando o estádio com 200 metros de vantagem sobre o norte-americano Gregory Foster.
Braços erguidos para o céu, sorriso nos lábios, Carlos Lopes rompeu a fita de chegada para se tornar o primeiro português a ganhar uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos. Eram 3h10m da manhã em Portugal, mas fogos e gritos foram ouvidos pela madrugada. Um ano depois, em Roterdã, aos 38 anos, Lopes bateu o recorde mundial da maratona, com 2h16m35s.
— O escritor Odir Cunha termina cada história do livro com uma frase. A que escreveu para definir a história do incomparável Carlos Lopes confesso me comoveu. Ela diz:
“Se não há caminho, deixe seus passos construírem um”.
Espero que os atletas portugueses e porque não também de nosos irmãos brasileiros, angolanos e todos que falam a lingua que é nossa pátria, construam caminhos ilumninados em Pequim.
E que consigamos construir esses caminhos também em nossas vidas. Boa Olimpíada a todos.
Carlos Juvenal Pedro Ramos
11 August de 2008 as 1:50 am
Olá Carlos Juvenal Pedro Ramos, estou de boca e aberto! Realizaste um dos melhores comentários que li até hoje! Parabéns, penso que tens futuro na escrita! Está um comentário muito bem organizado e bem pontuado!
Abraço amigo!
11 August de 2008 as 4:13 pm
Adorei ler esta noticia. Digamos que é uma curiosidade bastante engraçada. De facto a china é outro mundo… sempre original… sempre interessante. Também adorei ler o comentário do Carlos Juvenal Pedro Ramos. Digamos que ele apanhou uma curiosidade muito engraçada e o excerto do livro é sinceramente o melhor excerto que poderia ter sido retirado. Espero que os Jogos Olimpicos continuem a ser de grande qualidade (como sempre).
PS: Os velejadores portugueses da classe 470 fizeram hoje um excelente trabalho!
13 August de 2008 as 1:06 pm
Carlos J. R. teem jeito mesmmo para a escriita. Ameei ter liido seu comentáriio, muiito bom. Parabéns Carlinhooos