China prepara força anti-terrorista para os Jogos Olímpicos
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A China vai por em marcha um plano de treino anti-terrorismo para preparar as suas Forças Armadas contra possíveis ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos (JO) de Pequim 2008, informou hoje a agência noticiosa oficial chinesa.
“Este ano representa um desafio. Temos um enorme conjunto de programas de treino agendados para antes dos JO para nos prepararmos melhor contra qualquer ameaça possível”, afirmou um oficial anónimo do Exército Popular de Libertação (EPL), citado pela agência Nova China.
Segundo a agência Nova China, o treino vai incidir no combate a ameaças bioquímicas e nucleares e em operações de resgate e emergência.
O oficial referiu que o EPL concluiu já as inspecções de segurança às instalações do “Cubo Aquático”, onde se vão realizar os principais eventos aquáticos e onde se prepara um campeonato mundial de mergulho entre os dias 19 e 24 de Fevereiro.
O exército vai ajudar a polícia de Pequim com as operações de resgate se acontecer algum ataque terrorista durante os JO, referiu ainda a agência Nova China.
A China acredita que o terrorismo é a maior ameaça aos Jogos Olímpicos que decorrem entre 08 e 24 de Agosto e já apelou a uma cooperação internacional para prevenir possíveis ataques.
A China não é um alvo tradicional do terrorismo internacional, mas enfrenta uma ameaça crescente por parte dos independentistas islâmicos de Uighur, na região de Xinjiang, no oeste do país.
Em Junho do ano passado, o EPL criou uma unidade de segurança para os JO que integra pessoal do exército, da marinha e da aviação.
Esta unidade é responsável pela protecção aérea, segurança marítima e costeira de todos os locais onde se vão realizar as competições e a sua principal atribuição é lidar com as ameaças não-tradicionais que possam surgir durante os JO, como ataques bioquímicos ou nucleares.
O responsável do FBI, Robert Mueller, afirmou durante uma visita à China em Janeiro que os preparativos de segurança para os JO na China eram “impressionantes” e que a sua agência estava a colaborar com peritos no combate a possíveis ataques terroristas.
As agências de segurança chinesas pediram aconselhamento em matéria de segurança olímpica a vários governos estrangeiros, entre eles, os Estados Unidos, Alemanha e Israel.
