Atletas Nacionais em Pequim
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Os velejadores foram os primeiros atletas portugueses a chegar à China para os Jogos Olímpicos e já treinam em Qingdao, onde está reunida aquela que, no entender do chefe de equipa, é a melhor selecção olímpica de vela portuguesa de sempre.
“Esta participação nos Jogos Olímpicos de Pequim’2008 é o grupo mais homogéneo e de melhor qualidade que a vela olímpica portuguesa já teve”, afirmou Luís Rocha, em entrevista à agência Lusa na aldeia olímpica de Qingdao, cidade a 600 quilómetros de Pequim onde se disputam as provas náuticas olímpicas.
A Qingdao chegaram já João Rodrigues (prancha olímpica RS:X) e Jorge Lima e Francisco Andrade (49er) que prosseguiram hoje os treinos visando adaptar-se às condições locais de vento fraco, forte humidade e correntes marítimas e um mar partido, com pequena ondulação.
“O João Rodrigues comentou sobretudo a humidade muito forte e vento muito fraco. No caso da prancha, ao contrário dos barcos, quanto mais fraco está o vento maior a exigência física. Portanto vento fraco, muito calor e uma humidade elevada faz com que esforço seja mais difícil”, sublinhou.
Luís Rocha salientou, no entanto, que as dificuldades são iguais para todos os participantes e que a equipa olímpica portuguesa iniciou os treinos de adaptação há mais de um ano.
“Não há desculpas. Não se pode dizer que as condições são más e, por isso, as provas são mais difíceis. Todos se prepararam da melhor forma possível. Terão sucesso aqueles que melhor se prepararam e que melhor se adaptaram às condições existentes”, afirmou.
O chefe da equipa olímpica portuguesa de vela considerou mesmo que a falta de vento e as correntes fortes vão trazer mais um nível de emoção quanto aos resultados das provas, uma vez que as condições menos previsíveis podem vir a baralhar os resultados.
“São condições em que a variabilidade do resultado aumenta. A vela tem uma componente aleatória que tentamos anular ou diminuir com o treino e com o conhecimento do local, mas quando as condições são como aqui em Qingdao, esta componente aleatória aumenta”, disse Luís Rocha.
A equipa portuguesa já conhece as condições de Qingdao desde o ano passado, quando disputou na cidade as provas pré-olímpicas. Luís Rocha prevê assim que os portugueses possam navegar nos primeiros lugares, ou perto.
Com todos os participantes nos 12 primeiros das respectivas tabelas mundiais, a expectativa do chefe da equipa portuguesa é ver João Rodrigues - actual campeão da Europa e vice-campeão do mundo - no grupo de seis ou oito atletas a disputar os primeiros lugares, a mesma expectativa que tem
para Álvaro Marinho e Miguel Nunes na classe 470.
Gustavo Lima, em Laser, e Afonso Domingos e Bernardo Santos, em Star, poderão também lutar para um posto entre os quatro e os oito primeiros, calculou Luís Rocha, que lembrou ainda que Jorge Lima e Francisco Andrade, apesar de “não terem tido um grande resultado internacional, têm registado uma evolução importante”.

